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Deixe a casa paterna e viva o amor

Em um tempo remotíssimo Deus criou o universo. Quando tudo ainda era muito recente e a criação de Deus iniciava sua história de beleza, não havia encontros. Um jardim exuberante de flores e cores acolhera o homem. Animais em trânsito iam e vinham pela vasta flora daquele lugar magnífico. Mas não havia encontros, ainda.

Na viração do dia em diálogo com seu Criador o homem lhe falava da sua solidão. Já percebera estar sozinho cercado de animais e árvores. O homem confidenciava ao Senhor os seus sentimentos de saudade de alguém que nunca conhecera. Pois nada lhe era compatível. Nada do que havia naquele belíssimo lugar lhe servia de companhia. E o que é a vida sem alguém para compartilhá-la?

Tocado de grande comoção Deus lançou o homem em profundo sono. E como em um sonho desejado, tocou-lhe a carne e lhe trouxe uma mulher. Despertando o homem de seu estado, o Criador lhe apresentou o seu sonho realizado. Extasiado ele exclamou emocionado:

Poxa! Esta sim é minha alma gêmea. Osso dos meus ossos, carne de minha carne, alma da minha alma, sonho do meu sonho. (Gênesis 2.23)

Neste momento de poesia nasceu o primeiro encontro. Esta é a origem de todos os encontros de pessoas apaixonadas. Daí, desde sempre, vem a necessidade do ser humano encontrar sua “cara-metade”. Deixar a casa paterna e ir à busca de uma vida a dois. Tornar-se, junto à pessoa amada, uma só carne, uma só alma, um só coração.

Os sábios da antiguidade já sabiam que é muito melhor serem dois. Sabiam muito bem que um cordão de três dobras não se rebenta facilmente. A vida a dois é uma bênção. Bênção no trabalho, pois os dois juntos têm melhor a sua paga.

Juntos têm condições de adquirir bens e geri-los melhor. Bênção no caminho, pois sendo dois, se um cair o outro o ajuda a levantar.untos têm condições de caminhar sem medo porque o outro está ao lado pronto para socorrer. Bênção no inverno, pois ao dormirem juntinhos em conchinha um aquece o outro. Juntos podem atravessar todas as estações da vida porque se sabem próximos. Bênção nas lutas, pois dois são mais fortes para resistir às adversidades. Juntos podem enfrentar todas as dificuldades das ameaças ao seu relacionamento. Disso os sábios já sabiam: um cordão de três dobras não se rompe facilmente.

E o que dá tanta força a um cordão assim? Qual o segredo de tanta resistência em uma união assim?
Ouçamos o apóstolo:

Nada do que eu seja capaz de fazer tem serventia se eu não tiver amor. Nada do que eu seja capaz de conhecer tem valor se eu não tiver amor. Pois o amor é paciente, benigno, alegre, crente, sofredor, respeitador, verdadeiro. O amor evita o ciúmes, o interesse próprio, a discórdia, o mal. (1 Coríntios 13).

A força que mantém duas pessoas unidas é o amor. Um amor assim como o descrito pelo apóstolo. Um amor divino, capaz de um desprendimento total, capaz de gestos de ternura. Um amor que se compreende como um “nó górdio”, perene, complexo e simples ao mesmo tempo. Um amor que se sabe entranhado profundamente no coração de um homem e uma mulher.

Lá naquele tempo remotíssimo da criação, o Criador criou o amor. Naquele encontro primordial no jardim nasceu o amor como uma chama divina. Chama posta no coração do homem e da mulher. E o Senhor Deus os abençoou e continua a abençoar. Ele prossegue abençoando todos aqueles que buscam uma vida a dois. Abençoando todas as pessoas que querem formar um cordão de três dobras. Abençoando todos aqueles que acreditam na força da chama divina que arde sem se ver, mas que se pode sentir.

É bom que se diga e se repita sempre que o Senhor Deus, criador do primeiro encontro, ainda hoje favorece com sua bênção todos os que em amor se transformam em uma só pessoa para compartilharem suas vidas.

Casamento com Civil e Cerimônia das Areias - Rosângela e Carlos